Gestão de estoque: por que controlar o tempo de permanência de cada veículo
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Vou ser direto: veículo parado é dinheiro queimando. Não importa se é um carro bonito, popular, "que todo mundo quer". Se ele tá no seu pátio há mais de 60 dias, ele tá custando dinheiro todo santo dia e você provavelmente nem sabe quanto.
Faça a conta comigo: some todas as suas despesas fixas do mês — aluguel, energia, salários, contador, sistema, internet, seguro do pátio. Digamos que deu R$ 15 mil. Divida por 30 dias: R$ 500 por dia é o custo de ter sua revenda funcionando. Agora divida pelo número médio de carros no estoque (digamos 12). Resultado: cada carro parado te custa R$ 41,67 por dia. Parece pouco? Um carro que fica 90 dias te custou R$ 3.750 só de rateio de fixo.
Tem revenda que compra um carro por R$ 30 mil, vende por R$ 35 mil depois de 90 dias e acha que lucrou R$ 5 mil. Mas se botar os custos fixos rateados, mais documentação, mais uma mecânica leve, sobrou R$ 800. Trabalhou 3 meses pra ganhar R$ 800 num carro. É isso que acontece quando você não controla o tempo de estoque.
A regra que funciona pra mim: toda segunda-feira, olho a lista de carros e quanto tempo cada um tá no pátio. Se tem mais de 45 dias, já começo a pensar em ação: melhorar as fotos, baixar o preço, anunciar em um canal diferente, oferecer pra outro revendedor. Se chega em 60 dias sem vender, baixo o preço de verdade, mesmo que a margem fique mais apertada. Porque a partir dali, cada dia é prejuízo.
E na hora de comprar, isso muda tudo. Antes de fechar negócio num carro, me pergunto: em quantos dias eu consigo vender isso? Se a resposta é "sei lá, talvez dois meses", já sei que a margem precisa ser muito boa pra compensar. Se for um carro difícil de girar, a margem precisa ser maior. Se for um carro popular que sai em 20 dias, aceito margem menor porque o giro compensa.